Autoridades reforçam vigilância após novos registros do vírus Nipah



Por Rota Araguaia em 28/01/2026 às 15:27 hs

Autoridades reforçam vigilância após novos registros do vírus Nipah
Reprodução

Redação

O recente registro de casos do vírus Nipah na Índia, na região de Bengala Ocidental, levou autoridades de saúde a reforçarem o monitoramento da situação. O alerta ocorre devido ao histórico de alta letalidade associado ao patógeno, que pode chegar a até 70% em surtos anteriores.

Identificado pela primeira vez em 1999, o vírus Nipah é uma zoonose cuja transmissão está originalmente associada a morcegos frugívoros e, em alguns contextos, a porcos. A infecção é considerada grave e pode evoluir rapidamente.

De acordo com a infectologista do Hospital Sírio-Libanês, Jessica Ramos, a doença apresenta um período de incubação que varia de 4 a 14 dias. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça e mal-estar, mas podem evoluir para quadros severos. “Em pouco tempo, o paciente pode desenvolver pneumonia e encefalite, o que torna a infecção extremamente agressiva”, explica.

A especialista destaca ainda que o vírus provoca inflamação dos vasos sanguíneos, comprometendo principalmente os pulmões e o cérebro. Entre as complicações estão crises convulsivas, confusão mental e coma. “Além da elevada taxa de mortalidade, muitos sobreviventes apresentam sequelas neurológicas prolongadas”, afirma.

Embora a transmissão entre humanos seja possível em situações de contato próximo, inclusive em ambientes hospitalares, a infectologista ressalta que o vírus não apresenta, até o momento, transmissão comunitária sustentada nem disseminação aérea eficiente. Segundo ela, esse fator reduz o risco de espalhamento em larga escala.

“No Brasil e nas Américas, não há registros de transmissão ativa do vírus Nipah, e o risco de importação é considerado baixo pelas autoridades de saúde, desde que o contágio permaneça restrito a contatos próximos”, destaca Jessica Ramos.

 

Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos antivirais específicos contra o Nipah. Diante disso, especialistas reforçam a importância da prevenção, com ações integradas entre saúde humana, animal e ambiental. As principais recomendações incluem evitar o contato com animais reservatórios e adotar cuidados rigorosos na higienização de alimentos que possam ter sido contaminados por secreções de morcegos.



Deixe seu Comentário


 topo

Seja visto por centenas de pessoas diariamente

Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !